quarta-feira, julho 19, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
não nunca nada
não ser
não estar
não ficar
não querer
não poder
não sentir
não sonhar
não comer
não pensar
não viver
não morrer
não sentir
não sofrer
não amar
nunca ser
nunca estar
nunca ficar
nunca querer
nunca poder
nunca sentir
nunca sonhar
nunca comer
nunca pensar
nunca viver
nunca morrer
nunca sentir
nunca sofrer
nunca amar
nada ser
nada estar
nada ficar
nada querer
nada poder
nada sentir
nada sonhar
nada comer
nada pensar
nada viver
nada morrer
nada sentir
nada sofrer
nada amar
não nunca nada
não estar
não ficar
não querer
não poder
não sentir
não sonhar
não comer
não pensar
não viver
não morrer
não sentir
não sofrer
não amar
nunca ser
nunca estar
nunca ficar
nunca querer
nunca poder
nunca sentir
nunca sonhar
nunca comer
nunca pensar
nunca viver
nunca morrer
nunca sentir
nunca sofrer
nunca amar
nada ser
nada estar
nada ficar
nada querer
nada poder
nada sentir
nada sonhar
nada comer
nada pensar
nada viver
nada morrer
nada sentir
nada sofrer
nada amar
não nunca nada
domingo, julho 09, 2006
sábado, julho 08, 2006
quinta-feira, julho 06, 2006
quarta-feira, julho 05, 2006
retalho
nada que diz tudo e
tudo que diz nada a
vida é uma colcha de
retalhos amores
possíveis tão
impossíveis de
acontecer sonhos
sonhos são posso te
remendar em mim?
tudo que diz nada a
vida é uma colcha de
retalhos amores
possíveis tão
impossíveis de
acontecer sonhos
sonhos são posso te
remendar em mim?
terça-feira, julho 04, 2006
domingo, julho 02, 2006
sábado, julho 01, 2006
quem sou
dizer quem sou não sei
sei dizer que penso de forma irregular
não gosto de tudo o que gostam e
reverencio o diferente e o audaz
coisas pífias me emocionam
não me emocionam ópera e carruagem
dizer quem sou não sei
sei dizer que o amor me comove, o meu
o seu, os vossos, o amor absolve
junta os meus restos, me justifica
me sangra e me assopra
mas não resolve
dizer quem sou não sei
sei que leio pensamentos e caminho em bases insólitas
qual um Cristo, qual uma leprosa
arranco minha própria pele para ver o que há embaixo
embaixo não há nada
estou todo pra fora
sei dizer que penso de forma irregular
não gosto de tudo o que gostam e
reverencio o diferente e o audaz
coisas pífias me emocionam
não me emocionam ópera e carruagem
dizer quem sou não sei
sei dizer que o amor me comove, o meu
o seu, os vossos, o amor absolve
junta os meus restos, me justifica
me sangra e me assopra
mas não resolve
dizer quem sou não sei
sei que leio pensamentos e caminho em bases insólitas
qual um Cristo, qual uma leprosa
arranco minha própria pele para ver o que há embaixo
embaixo não há nada
estou todo pra fora
